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Superação do Luto


Pensar sobre a morte de alguém querido é um tanto quanto desconfortante. Mas, visto que a maioria das pessoas já passou ou passará por uma experiência dessas na vida, é importante aprender a lidar com esse tema tão delicado. O luto é um processo psicológico de longo prazo cujo limite de tempo deve ser respeitado para que ocorra o desapego da figura que se foi e o reequilíbrio psíquico de quem ficou. Para evitar um stress mais intenso no futuro, deve-se estimular que o indivíduo viva o luto em vez de tentar tirar esse momento dele como fazem muitas pessoas.

Passado o choque inicial da perda, as pessoas envolvidas devem, à medida do possível, voltar à rotina. Não é aconselhável, por exemplo, que se mude de casa depois da morte de um parente que morava nela. Quando uma mulher fica viúva, a tendência dos filhos é tirá-la do local onde morava com o marido. Isso é errado. Ela tem que se acostumar no lugar sem ele. A casa do filho, onde muitas vezes ela é levada, não é a casa dela.

Por outro lado, há casos de famílias que mantém por meses ou até por anos o espaço da pessoa que morreu intacto. Para os especialistas não é bom se desfazer de tudo no dia seguinte, mas também não é aconselhável manter aquilo para o resto da vida. Quando há uma ansiedade em conservar o quarto da pessoa ou permanecer grudado a uma peça de roupa dela, por exemplo, o luto não acaba porque é como se o enlutado quisesse alimentar uma esperança ilusória de que a pessoa continua viva.

Mesmo parecendo uma dor sem fim, é possível superar o luto e restabelecer novos planos de vida. Não há como comparar dores e lutos, mas há como refletir sobre a morte e ter em mente que ela é maior educadora que existe, pois faz com que deixemos de apreciar o lado material para valorizar o que há de mais importante na vida: os sentimentos e o momento presente.